Arouca geoparque

aLDEIA DA DRAVE

Em 1527 o Cadastro da População do Reino regista as povoações de Drave, Regoufe e Covelo de Paivó na freguesia de São Martinho das Moitas no concelho de Lafões e Sul; Drave conta com dois vizinhos, oito pessoas.

No século XVlll o casal Francisco Martins e Maria Martins formam um casal na Drave. A partir daqui a família Martins torna-se importante e dominante na aldeia. Viveram então nesse lugar que se tornou a Drave, tendo vários filhos e prosseguiram a construir a dita aldeia a partir das pedras dadas pela Serra.

No século XIX, Manuel Martins manda abrir o caminho da “voltinha” que faz comunicar de carro Drave com o território a Sul, passando pelo Muro Redondo e fazendo a ligação a Regoufe; constrói o solar da varanda e a casa da adega
Em 1851 terá mandado edificar a capela de Nª Sª da Saúde.

Em 1946 terá ocorrido o primeiro encontro dos Martins da Drave. A reunião familiar reuniu mais de 500 descendentes e foi organizada pelo Padre João Nepomuceno de Almeida Martins

Em 2000, Joaquim Martins, o último habitante, deixa a aldeia;

Hoje em dia a Drave é desabitada mas muitíssimo visitada por curiosos e amantes destas serranias, assim como pelos escuteiros, os quais possuem aí propriedades.
Serra da Arada

A Drave é a aldeia mágica da Serra da Freita. Englobada nos percursos do Geoparque de Arouca, tem a designação de PR14, “Drave – A aldeia mágica”, e é uma caminhada obrigatória para quem visita a Serra da Freita e quer conhecer melhor o passado e presente da ruralidade deste Portugal interior, mas ao mesmo tempo, tão perto do litoral.

TRILHO DA ALDEIA DE DRAVE

O trilho para chegar à Drave, começa após a ponte de Regoufe. Na globalidade tem um nível de dificuldade baixo, no entanto é em grande parte muito exposto ao sol, sem qualquer sombra, por isso é melhor ter cuidado no Verão, usando proteção para a cabeça e protetor solar, e levando muita água. Serão cerca de 2 horas para percorrer os 4 km até à aldeia de Drave, aproximadamente à mesma altitude de Regoufe, mas engane-se quem pensa que serão 4 km em plano.

Logo após a ponte inicia-se uma subida bastante acentuada, em terreno pedregoso. Quando se chega ao cimo, tem-se já uma vista privilegiada de Regoufe e da serra, com montes ondulados de xisto (hoje sem árvores devido aos sucessivos incêndios na serra) encimados por cristas de granito, onde hoje ponteiam os aerogeradores. A partir daí, o caminho é por um estradão e rocha e é sempre a descer até Drave.

Mais à frente, quando o caminho inflete para a esquerda e entramos num terreno novamente com algumas árvores (e sombra!), temos o primeiro vislumbre de Drave. E que visão! Drave faz jus à designação de “mágica”, pois há qualquer coisa de transcendente naquele pequeno núcleo de casas perdido no meio da serra, aninhado no fundo do vale percorrido pela Ribeira de Palhais. Durante esta parte do percurso até Drave, pudemos observar as marcas deixadas nas pedras por carroças que aqui passaram durante muitos anos, e mais uma vez perdemo-nos em pensamentos acerca da inacessibilidade desta aldeia e da dureza de vida daqueles que aqui tinham a sua casa em Drave.

VISITAR A ALDEIA DA DRAVE

Quando se chega à aldeia de Drave, tem-se a melhor vista do percurso. As casas de Drave, a maioria em ruínas, algumas (poucas) em recuperação, espraiam-se diante de nós, parecendo convidar-nos a visitá-las. E é isso mesmo que fizemos. Demos uma volta pela aldeia, passando pela igreja, pelo “Solar dos Martins” e admiramos ainda os restos de uma adega na cave de uma das casas de Drave.

VISITAR AS PISCINAS NATURAIS DE DRAVE

A aldeia tem uma zona ribeirinha, com sombra e muito refrescante. A Ribeira de Palhais criou (com a ajuda do homem) algumas piscinas naturais fantásticas, com pequenas cascatas, uma bem no centro da aldeia, e outra mais a jusante, e em ambas se pode tomar um banho delicioso e refrescante na Drave.